sábado, 6 de fevereiro de 2016

Entrevistando: Rubens Francisco Lucchetti, Mestre do Horror e Papa da Pulp Fiction nacional

Olá meus amigos, recentemente publiquei a resenha do livro ''O Fantasma de Tio William'' do autor Rubens Francisco Lucchetti e na ocasião deixei claro o meu contentamento com a leitura, o livro é realmente SUPIMPA, os aspectos sombrios contidos em sua obra, são incríveis. É uma honra ter em minha coleção, um clássico nacional de um autor tão magistral.

Quero lembrar que este ano estou com um projeto muito bacana no Marcas Literárias que apoia os nossos amigos autores nacionais. O projeto se chama OS NACIONAIS MERECEM PRESTÍGIO. Sempre que a matéria do blog for relacionada ao projeto, ela virá acompanhada do logotipo da iniciativa. Trarei sorteios de livros, divulgações, indicações, eventos, resenhas e claro, entrevistas. E pra começar com chave de ouro este novo passo no blog, realizei uma entrevista especial com o querido autor e roteirista que já escreveu mais de mil livros e diversos roteiros, e é o nosso Mestre do Horror e Papa da Pulp Fiction brasileira, estou falando dele mesmo, Rubens Francisco Lucchetti. Agora, o nosso cenário se transmuta para um ambiente de terror onde a nossa frente teremos o R.F. Lucchetti, sentado em sua poltrona respondendo as perguntas e nos contando um pouquinho mais sobre a sua vida, sua trajetória e suas histórias. Vamos nessa...

''Vivemos num país em que a leitura é quase considerada uma coisa maldita... Portanto, minha palavra de incentivo a todo aquele que deseja dedicar-se à escrita é: leia sempre e lute pelo seu ideal.''

Olá meu querido e simpático autor Rubens Francisco Lucchetti, seja bem-vindo ao Marcas Literárias, é uma honra recebê-lo aqui...

1) Gostaria de começar a entrevista com esta pergunta: quem é Rubens Francisco Lucchetti? Como você se define?

R.F. Lucchetti: Sou uma pessoa simples, como outra pessoa qualquer. Tenho horror de falar em público. Tenho horror de falar ao microfone. E gosto de passar despercebido. Tenho diversos traumas e recalques. Sou hipocondríaco. Acho que é só.
Eu me defino como uma pessoa temente a Deus e espiritualista. Abomino o mundo como ele está organizado. E adoro tudo quanto é bicho. Por mim, minha casa viveria cheia deles.

2) Quando e como você descobriu o seu talento para escrever? No primeiro momento, você já escrevia histórias de terror?

R.F. Lucchetti: Na verdade, as coisas não acontecem de um dia para o outro, vão acontecendo aos poucos. Mas, desde que eu me lembro, sempre quis escrever, assim como desenhar. Se não fosse um grave problema na vista, eu teria talvez optado pelo Desenho. Desenhar sempre me absorveu. Eu me esquecia da vida. Eu me desligava do mundo. Sempre me senti bem desenhando. Quanto a escrever, é uma coisa dolorida. Chega a doer o cérebro, se é que o cérebro dói.
Comecei a escrever histórias de Mistério, envolvendo enigmas. Isso talvez por ter lido alguns livros do S. S. Van Dine e Ellery Queen. 

3) Qual o seu autor preferido? Você se inspirou em algum escritor no inícío de sua carreira?

R.F. Lucchetti: Sempre tenho dito que tenho dois autores preferidos: sir Arthur Conan Doyle e Edgar Allan Poe. Ambos me influenciaram bastante. E também me inspiraram.

4) O início de carreira é sempre muito difícil, em suas palavras você diz que é ''um dos mais calejados escritores brasileiros''. Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou como escritor/autor? No seu tempo de juventude a situação em relação a publicação e aceitação de um livro era diferente da que encontramos hoje em dia?

R.F. Lucchetti: Essa frase que você citou refere-se aos livros que escrevi por encomenda. Esses livros me causaram até calos no cérebro. Porém, fui obrigado a escrevê-los, para garantir a sobrevivência de minha família.
Como autor de livros por encomenda, nunca encontrei problema algum. Sempre tive muito trabalho. Nem dava conta de fazê-los. Eu não era um escritor, era um operário das letras.
Sempre foi difícil para o autor nacional lançar um livro. Na maioria das vezes, os editores nem sequer se dão ao trabalho de responder a uma carta de um autor. Tanto que meu primeiro livro só foi ser publicado quando eu tinha 33 anos de idade.

5) Para um autor que já escreve há tantos anos, o que fazer para que as histórias novas não acabem se tornando iguais as que já se foram escritas? 

R.F. Lucchetti: De maneira geral, quase todos os autores têm o mesmo tema desenvolvido em vários livros. Atualmente, estou reescrevendo e atualizando algumas de minhas melhores histórias, que estão praticamente inéditas, uma vez que foram publicadas há mais de quarenta ou cinquenta anos. Novos mesmo só tenho escrito roteiros para histórias em quadrinhos, como A Vida e os Amores de Edgar Allan Poe (foi desenhada pelo Eduardo Schloesser e está pronta para ser publicada), A Tempestade (é uma adaptação de uma peça de William Shakespeare e tem desenhos de Mariana Portella) e O Quadro (ela ainda está sendo desenhada por Jo Fevereiro, que foi um dos arte-finalistas do meu saudoso parceiro e amigo Nico Rosso). 

6) Amigo Rubens, você já sentiu medo de algum de seus livros ser rejeitado pelos leitores? 

R.F. Lucchetti: Na verdade, não. Porque já me sinto feliz, ao vê-los editados. E os escritos por encomenda, os editores já escolhiam temas vendáveis.

7) Você se recorda quando e em que situação foi reconhecido e nomeado o Mestre da Pulp Fiction brasileira?

R.F. Lucchetti: Isso aconteceu naturalmente. Alguém disse, outros repetiram. Ninguém forçou nada. Até que, em 2003, o cineasta Carlos Adriano realizou o documentário-homenagem O Papa da Pulp: R. F. Lucchetti – Faces e Disfarces.


8) Qual a sua opinião sobre a literatura nacional nos dias atuais?

R.F. Lucchetti: Percebo que, atualmente,  há um grande número de bons e ótimos autores brasileiros que têm se dedicado aos gêneros de Ficção Científica, Horror e Mistério. Porém, eles são obrigados a publicar por pequenas editoras e, às vezes, por conta própria. Os famigerados editores das grandes editoras só se preocupam em publicar best-sellers estrangeiros, que já têm uma propaganda feita em seus países de origem.

9) O que você tem a dizer sobre o seu último livro publicado? Qual o seu título? Qual a mensagem que você deseja passar para os leitores através dele? Conte-nos um pouco sobre o processo de criação.

R.F. Lucchetti: Está sendo lançado agora, neste mês de fevereiro, O Abominável Dr. Zola, o terceiro volume da Coleção R. F. Lucchetti (os dois primeiros volumes são: As Máscaras do Pavor e O Museu dos Horrores).
A principal mensagem do livro é que, às vezes, os cientistas, no afã de querer realizar novas descobertas, extrapolam os direitos humanos.
A história do dr. Zola nasceu primeiramente como um folhetim, publicado no final dos anos 1940 no jornal Diário da Manhã, de Ribeirão Preto. Depois, tornou-se uma história em quadrinhos, O Filho de Satã, desenhada pelo meu amigo e parceiro Nico Rosso (e é dessa história em quadrinhos, publicada em 1970 pela Editora Taika, que foram selecionados alguns quadrinhos para ilustrar o livro).
Em 1974, baseando-me no folhetim, escrevi A Maldição do Sangue de Lobo, segundo volume da coleção Trevo Negro, da Cedibra.
O Abominável Dr. Zola é a versão definitiva desse folhetim. A história foi totalmente reescrita.

10) Seus personagens são muito bem caracterizados. Qual foi o primeiro personagem criado por você? Eles são inspirados em pessoas reais?

R.F. Lucchetti: O primeiro personagem que criei foi Reginaldo Varela, um policial do Gabinete de Investigações de São Paulo. Com esse personagem escrevi uma série de contos, que pretendo publicar num livro intitulado Matéria de Interesse Humano.
Queiramos ou não, os personagens que criamos são inspirados em pessoas reais, tanto no que se refere à parte física quanto na personalidade.

11) Você já escreveu algo fora do gênero terror/horror? 

R.F. Lucchetti: Sim. Já escrevi uma infinidade de livros do gênero de Detetive & Mistério. Na verdade, eles ultrapassam em número, os de Horror.

12) Todos que escrevem sabem como é ruim a falta de inspiração. Quanto a você, cria um momento para que a inspiração aconteça ou esse elemento surge de repente? Há fatores externos que ajudam a lhe inspirar?

R.F. Lucchetti: Eu já disse em algum lugar que tenho dificuldade para iniciar uma história. Mas, quando começo, tenho dificuldade para parar. Normalmente, as histórias nascem por si; e, às vezes, você imagina uma coisa e sai outra. Somente nas de Detetive & Mistério é que tenho o final delas pronto, porque nesse gênero não pode haver coincidências e tem de haver coerência. Nas de Horror, não sei o que irá acontecer com os personagens. Eles são os donos da história.
Por incrível que possa parecer, isso de um fato externo me influenciar, só aconteceu uma vez. Foi quando eu falava ao telefone com uma jornalista. De repente, a campainha da porta dela tocou. Ela foi atender. Ouvi, ao longe, o diálogo dela com outra pessoa (não consegui distinguir se era homem ou mulher). Então, pensei em usar esse incidente numa história (no caso, a pessoa que foi atender à porta seria baleada e morta, tendo como testemunha o interlocutor ao telefone). Entretanto, nunca escrevi essa história.

13) Uma curiosidade; ao comprar um de seus livros diretamente com você, notei que os endereços foram escritos com máquina de escrever e fiquei imaginando como seria o seu processo ao escrever um livro. Você é daqueles escritores que não conseguem usar computadores, celulares e notebooks para escrever ou teve que se adaptar as modernidades?

R.F. Lucchetti: Até hoje, continuo escrevendo meus livros em minha velha máquina de escrever. Não tenho celular. E faz apenas um ano e meio que adquiri um computador, para atender às exigências do pessoal da Editorial Corvo. E uso o computador apenas para conversar com meus amigos e leitores no facebook.
Não tenho obrigação nenhuma de me adaptar às modernidades. Tenho verdadeiro horror a máquinas. E levei 25 anos para perceber que estava colocando de modo errado a fita na máquina de escrever.

14) Você é um grande ícone do cenário literário brasileiro e serve como exemplo para muitos autores que iniciam suas jornadas. Quais dicas importantes você pode passar para eles quanto ao gênero terror?

R.F. Lucchetti: Agradeço por ter me chamado de “ícone do cenário literário brasileiro”.
A principal dica que eu dou a todo aquele que deseja escrever (seja o gênero que for, incluindo o Horror) é que leia, leia, leia qualquer tipo de livros. Só se aprende a escrever lendo. Isso é algo que não se aprende nas escolas. Mas a pessoa precisa ter o dom para a escrita, assim como aquele que tem de ter o dom para a pintura ou a música.


15) Você aceita comparações a outros escritores renomados ou acha isso ruim por, supostamente, acabar encobrindo suas características próprias?

R.F. Lucchetti: Eu abomino totalmente essa coisa de comparações. Porque cada um é cada um e cada um tem o seu valor. 

16) Olhando para trás é possível notar a grande quantidade de projetos elaborados por você. O que você sente quando se dá conta disso tudo? Se sente realizado em relação a literatura?

R.F. Lucchetti: Só fui me dar conta do grande número de projetos realizados, quando alguém me perguntou quantos livros eu havia escrito. Eu mesmo não sabia. Então, comecei a fazer um levantamento e cheguei à incrível cifra de l.547 livros escritos por encomenda e assinados com os mais variados heterônimos, além de uns quase cem publicados com o meu próprio nome.
De forma alguma me sinto realizado. Tenho inúmeros projetos que não pude realizar, pois tive de escrever esses livros por encomenda. E, hoje, o tempo é curto.

17) Dentre todos os seus trabalhos, se tivesse que indicar apenas um agora, qual seria e por quê?

R.F. Lucchetti: O trabalho de que mais me orgulho é um livro que nem sequer foi publicado na íntegra. Intitula-se Música Secreta. Dele só foi publicado, em 1952, um excerto. Música Secreta é composto de uma série de poemas em prosa. Poemas esses que foram publicados originalmente no jornal Diário da Manhã, e todos dedicados àquela que seria minha esposa: Tereza.

18) E o que vem por aí, R.F. Lucchetti? O que ainda podemos esperar do Grande Mestre do horror?

R.F. Lucchetti: Além dos quinze livros que leva o meu nome, ainda existem vários projetos. Como você me pede exatamente do gênero Horror, posso dizer o seguinte: a Argonautas Editora deverá lançar, possivelmente em março próximo, a segunda edição do meu livro Noite Diabólica – Contos Macabros, com a capa e as ilustrações originais do meu grande amigo Jayme Cortez (infelizmente, ele e o Nico já não se encontram entre nós).
Eu jamais poderia imaginar uma segunda edição de Noite Diabólica; porém os editores da Argonautas, Duda Falcão e Cesar Alcázar, encantaram-se pelo livro.

19) Para finalizar, deixe uma mensagem para os amigos do blog Marcas Literárias. Pode ser sobre os seus livros ou uma mensagem de incentivo. Fique à vontade.

R.F. Lucchetti: Vivemos num país em que a leitura é quase considerada uma coisa maldita. E um povo que não lê não sabe escrever nem falar, é incapaz de formular uma frase coerente. Portanto, minha palavra de incentivo a todo aquele que deseja dedicar-se à escrita é: leia sempre e lute pelo seu ideal, que é o que realmente importa. 

20) Amigo R.F. Lucchetti, me sinto extremamente feliz em começar o ano lhe entrevistando. Lhe desejo ainda mais sucesso e que boas histórias ainda saiam dessa cachola mais do que talentosa, Mestre do Horror. Um abraço e muito obrigado.

R.F. Lucchetti: Eu que agradeço a oportunidade de ter falado para os amigos do blog Marcas Literárias.

E então, vocês gostaram? Se eu pudesse ficaria mais horas aqui conversando com esta pessoa genial que é o Rubens. Adorei as suas respostas e tenho certeza que, muitos que passarem pelo Marcas Literárias, irão levá-las como fonte de incentivo. Tenho a dizer que R.F. Lucchetti não é apenas um talentoso e magnífico autor e roteirista brasileiro, ele é acima de tudo, um ser humano esplêndido, repleto de singularidades e simpatia. 

Aos admiradores do Lucchetti que desejam o encontrar na mídia Facebook, o link estará disponível logo abaixo. Rubens Francisco Lucchetti merece o nosso prestígio.

Para adquirir os seus livros, sintam-se à vontade para solicitar-lhe através da mídia.


Sendo assim, um abraço a ele e a todos vocês, amigos do Marcas Literárias.

Até a próxima!



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18 comentários:

  1. Muito chique!!!
    Rubens Francisco Lucchetti é um gênio!!!
    Parabéns pelo projeto!!!!

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    1. Valeu Fernando, o Lucchetti é demais!!! Adorei a entrevista, me senti realmente ao lado dele durante suas respostas.

      Um forte abraço!!!

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  2. Amei o projeto voltado para os nacionais. Precisamos, realmente, unir nossas forças e apoiarmos os nossos escritores, que trabalham duro como os estrangeiros. Amei a iniciativa. *---*
    A entrevista ficou extraordinária, parabéns. Nunca li nada de Rubens, mas confesso que me interessei, justamente pela linha de raciocínio dele.
    Mais uma vez, parabéns pelo excelente trabalho e sucesso. (Corujando nos Livros)

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    1. Poxa Patrick, me sinto muito feliz por sua visita. Obrigado pelos elogios, realmente precisamos de mais apoio a nossa literatura.

      Volte sempre, és bem-vindo e sua presença é sempre agradável.

      Abraços!

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    2. Parabéns pela entrevista com o mestre Rubens Francisco Lucchetti, e o projeto muito bom!

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    3. Valeu Luciano. A cultura brasileira em relação a leitura, precisa de projetos assim.
      Abraço!

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  3. Lucchetti ganha ainda mais minha admiração a cada dia, não apenas pelo talento, mas pela humildade, transparência e lucidez em relação ao meio literário.
    Demonstra conhecer o meio e todos is percalços que nós, escritores independentes, enfrentamos.
    Parabéns pela entrevista.

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    1. Obrigado pela visita Oscar. É verdade, o Lucchetti é de uma humildade admirável. O cara é demais!!!

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  4. Adorei a entrevista. Um livro de poemas! Mto interessante!Queria ler!

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    1. Helen, é muito bom saber das novidades do Lucchetti e conhecê-lo mais. Teremos novidades e estou no aguardo. Obrigado pela visita.

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  5. To fascinada! Que entrevista incrível Léo. Amei saber mais sobre ele e a sua carreira literária. Parabéns.

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    1. Oi Érica, que bom que tenha gostado. O Lucchetti e sua singularidade impressionam mesmo.
      Beijos.

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  6. Nossa Léo uma entrevista com um escrito de mais de 1.500 livros, estou boba isto que é um gênio. Léo adorei conhecer um pouco mais deste escritor nacional incrível.
    Parabéns pela entrevista magnífica e perfeita eu adorei.
    Beijooooossssss!!!!

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  7. Valeeeeeeu Luh, fico feliz que tema adorado.

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  8. Agradeço, Léo Otaciano, por ter entrevistado meu pai.
    Um grande abraço.

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    1. Muito obrigado, agradeço também pela gentileza e simpatia cujo Lucchetti me recebeu. Foi uma honra.
      Abraços!

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  9. Grande projeto Léo, precisamos de mais disso, mais reconhecimento aos grandes autores que temos, os "Nacionais Também merecem Prestigio" com toda certeza vai ajudar muita gente legal. O Lucchetti é um dos nossos grandes autores nacionais, todo reconhecimento para ele é pouco. Abração!

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    1. Café LS, muito obrigado. Precisamos também de mais pessoas assim, como vocês, que reconheçam o projeto e apóiem. Dessa forma, todo juntos, é mais fácil mudar aos poucos uma realidade que ainda é feia no Brasil. Os nacionais merecem sim, o nosso prestígio. Abraço e valeu pela visita e apoio.

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd