quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Resenhando: ''A Lua Que Eu Te Dei'', autora Ana Rapha Nunes

Olá amigos e amigas que me acompanham por aqui, neste tópico trarei a resenha do livro ''A Lua Que Eu te Dei'' da autora brasileira Ana Rapha Nunes, pessoa muito simpática e simples que merece sem dúvida a nossa admiração. Para quem ainda não conhece a Ana Rapha, há uma postagem de apresentação dela no Marcas Literárias que você pode conferir clicando aqui.

Bom, mais uma vez a resenha está integrada ao projeto do blog, OS NACIONAIS MERECEM PRESTÍGIO. A minha leitura foi digital, mas o livro está disponível em formato físico também e seus links estão logo abaixo. A autora entrou em acordo comigo e explicou-me que no momento estava sem exemplares disponíveis para envio, sendo assim, não me importei em optar pela leitura do livro digital, apesar de não ter esse costume e não ser fã desse tipo de leitura. Deixo claro a vocês que, caso eu não tivesse aceitado contribuir com a nossa literatura e optasse por não ler a obra somente por não ter em mãos o livro físico, eu me daria muito mal e vocês vão entender o motivo agora. Vamos nessa...


Título: A Lua Que Eu Te Dei
Autor: Ana Rapha Souza
Publicação: 2015
Editora: Appris
Gênero: Infanto juvenil
Páginas: 102

Links (livros físicos)

Sinopse: Uma bela amizade, uma doce infância, a Lua como presente. Bebel e Luan são amigos inseparáveis, desde o tempo das fraldas. Mas, agora que cresceram, surgem mudanças o tempo todo. Novos sonhos, novos amigos, novas histórias. Será que o sentimento deles sobreviverá a essa nova fase? Luan seria capaz de tudo para provar o seu amor por Bebel. Quem não gostaria de ter a Lua ao alcance das mãos? E provar o sabor das estrelas? Será que Bebel resistirá a essa prova de amor?


Bom, a história de ''A Lua Que Eu Te Dei'' se passa na Tijuca, coração da cidade do Rio de Janeiro, e mostra como protagonistas, Luan e Bebel, crianças de 10 anos que certamente vão conquistar com facilidade os leitores por suas características amáveis. Bebel é meiga, educada e bem espontânea, acaba falando sempre o que pensa, uma garotinha super esperta e carinhosa. Já Luan é muito observador e às vezes, mais quietinho. Os insetos que se aproximam de sua linha de visão acabam virando alvos fixos para os seus olhares, ele adora observá-los.

Um livro maravilhoso com uma escrita simples e agradável.

No decorrer do enredo muitos acontecimentos surgem cheios de ternura, mas às vezes, em um momento ou outro, a vontade que o leitor sente é mesmo de chorar, a autora envolve aquele que lê com ocorrências bem tocantes. Inicialmente, Ana Rapha Nunes fará com que o leitor mais experiente se recorde dos tempos do primeiro dia de aula, da primeira professora, dos primeiros amigos e descobertas e também das dúvidas e curiosidades sobre a vida, mas dúvidas puras, cheias de inocência dos pequenos. Falando em pequenos, os pequeninos leitores e mesmo os pré-adolescentes irão se identificar muito com a obra de Ana Rapha Nunes, pois além de relatar situações habituais sobre laços de amizade e amor, tudo ocorre nos tempos modernos, facilitando ainda mais o entendimento.

''(...) Bebel estava encantada, não parava de falar. Havia descoberto um grande segredo do mar. —  Mamãe, eu mesma descobri. Muito esperta a sua filha, não? — disse Bebel com aquele sorriso maroto encantador e os olhinhos verdes brilhando feito duas pedras preciosas (...) Dolores não sabia o que dizer, às vezes, era assim, ficava sem reação diante de determinadas falas de sua menina. Bebel tornou-se uma garota muito imaginativa, cheia de ideias, sempre com um quê de poesia...''

A linguagem usada pela autora não poderia ser diferente da costumeira encontrada em livros infanto juvenis. Nasce de maneira agradável e segue perfeitamente natural, tocando a alma do leitor ao contar as meninices e inocência das crianças. Nota-se aspectos humanos e sinceros a cada capítulo. 

O livro é repleto de ensinamentos diversos com relação a família e as corretas atitudes a se tomar, deveres que a nossa atual sociedade esquece todos os dias, deixando-os de lado e, às vezes até os apagando do dia a dia. São lições que devem ser conduzidas e plantadas ainda na infância e cultivadas durante o crescimento, fazendo com que a criança se torne um adolescente e adulto melhor e mais bem decidido.

''A Lua Que Eu Te Dei'' passa boas sensações ao leitor e famosa''volta ao tempo'' está entre elas. Apesar de se passar nos tempos atuais, a autora uniu elementos que deixaram o romance bem raro, vai ser impossível esquecer essa leitura. Antes de ler, confesso que tinha outra visão sobre o que poderia estar contido na obra mas fui surpreendido de forma positiva.

Fiz a leitura pelo Smartphone e não durou mais do que duas horas.

A história é mais infantil do que juvenil e isso a tornou especial. É preciso muita habilidade para se tocar em assuntos graciosos desse modelo, e a autora demonstrou isso, escolhendo as palavras de forma correta e reensinando até os adultos. Ela demonstrou muita inteligência ao conseguir colocar nos dias atuais (tão sujos e corrompidos) um amor infantil tão puro e cheio de beleza. Claro, haverá momentos onde estará retratada a fase de rebeldia na pré-adolescência. O descaso com os estudos e os bullyings sofridos que atrapalham o rendimento escolar e a formação do caráter e personalidade. Isso começa a acontecer com o aparecimento de novos personagens que mudam o caminhar da história. Achei engraçado este trecho onde surgem novos personagens, inclusive um deles chamado Leo, que me fez recordar o meu próprio eu infantil.

''Já Bebel não via nada de interessante na tal professora, aliás, odiava as aulas de gramática, estava mais interessada em seus novos amigos: Joca, Bruna e Leo, os que tocavam terror na escola (...) Leo estava revoltado com o mundo. O menino miúdo, com uma franja loirinha que quase lhe escondia os belos olhos castanhos claros, era dedicado aos estudos e campeão de xadrez. Mas, depois de sofrer bullying por alguns anos na escola, por ser mais baixo que os colegas da sua idade, resolveu dar o troco e ir para a galerinha que só sabe zoar. Os pais estavam preocupados com o filho, como ajudar o garoto a superar aquela fase?''

Porém, a partir de então, certos momentos lidos tornam-se mais intensos e a conotação fica mais séria. Os novos amigos de Bebel passam a influenciá-la de forma negativa e a personagem começa a se perder a cada página.

''Luan saiu sem falar mais nada. A tristeza estava estampada em seu rosto. Estava sendo deixado de lado, Bebel só tinha olhos para os novos amigos. Só queria rir e aprontar travessuras, não era mais a sua princesinha de antes...''

Por outro lado, um ponto muito bonito é abordado no livro quando Luan e Bebel fazem uma visita com seus pais a um orfanato. A autora mostra aos personagens e ao leitor um lado ainda verdadeiro na nossa sociedade. Ainda há crianças à espera de afeto e uma família, enquanto lá fora, um mundo corrupto e ganancioso enxerga apenas o próprio nariz. O amor e ajuda ao próximo ficou bem caracterizada neste momento.

''E assim, ouvindo histórias e contando algumas delas, Bebel e Luan aprenderam muito. A maior das lições foi valorizar aquilo que temos e amar ao próximo, sempre. As pessoas precisam de amor. Nada que um gesto de carinho ou um olhar afetuoso não consigam.''

Em algumas páginas há desenhos que deixam a obra ainda mais bonita. Parabéns!




O final é lindo, comovente e puro. Ana Rapha Nunes soube presentear muito bem os apreciadores de uma boa leitura. Uma história infantil rica em lições e questionamentos. Um livro que retrata tão forte, fiel e maravilhosamente a ternura da verdadeira amizade e amor entre duas almas gêmeas. Certamente merece 5 estrelas. Parabenizo a autora por contribuir de forma tão linda com a nossa literatura nacional. Eu recomendo e indico ''A Lua Que Eu Te Dei'', de Ana Rapha Nunes para leitores de todas as idades que queiram aprender e reaprender valores importantes para o ser humano.



O contato com a autora pode ser feito através dos links abaixo.

Facebook / Email: escritora.anarapha@gmail.com


Arquivo pessoal da autora. Noite de autógrafos. Foto: Facebook.





Gostaria muito de saber qual a impressão de vocês sobre o livro, por isso os convido a deixarem suas opiniões nos comentários. Se puder, vamos prestigiá-la e apoiá-la em novos livros. 

Um abraço a todos vocês. Até a próxima.


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8 comentários:

  1. Esse livro me parece ser muito interessante. Tem até umas ilustrações, ficou bem bonito. Bela resenha. Abraço

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    1. O formato físico do livro deve ser mais lindo ainda Luciano.

      Valeeeeeu!!!

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  2. Fiquei encantado com essa resenha. Me parece que seria algo tipo seu livro "O Eterno Menino", porém numa linguagem bem infantil e suave.
    Creio que se ler essa obra, vou me apaixonar. É o tipo de história que me encanta!
    Abraço!!!

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    1. Eu adorei, como dito, há muitas lições.

      Um abraço e valeu pelo comentário.

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  3. Linda resenha, o livro me remeteu as coisas das quais acredito ..."A maior das lições foi valorizar aquilo que temos e amar ao próximo, sempre. As pessoas precisam de amor. Nada que um gesto de carinho ou um olhar afetuoso não consigam".Toda a resenha me tocou...mas este trecho me chamou atenção, pois justamente hoje, essa frase fez sentido ao que senti.Uma resenha belíssima como sempre,faz de uma forma peculiar. Parabéns

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    1. Bebel e Luan ensinam muito. A autora fez uma linda história realmente.

      Beijos e valeu pelos elogios.

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  4. Oi Léo muito lindo este livro sua resenha me emocionou, história apaixonante sei que se eu ler vou chorar.
    Beijos e parabéns!!!!

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  5. Oi Luh, muito bom saber sua opinião. O livro nos ensina muito sobre o amor e a amizade verdadeira. Certamente emocionaram você.

    Beijos.

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd