terça-feira, 8 de março de 2016

Entrevistando: W-Souza, irmãos Wolnéia e Wânio, autores de ''Diário de Busca''

Olá amigos, lhes convido a acompanhar mais uma matéria muito especial no Marcas Literárias. Hoje estaremos frente a frente com dois talentosíssimos autores nacionais que escreveram o livro ''Diário de Busca'' pela Chiado Editora. Estamos falando de Wolnéia Souza & Wânio Souza, autores W-Souza, duas pessoas simpáticas demais e muito queridas pelos leitores e admiradores. Para quem ainda não conhece o livro ''Diário de Busca'' poderá acompanhar a resenha que foi postada aqui no blog no mês passado, basta clicar aqui, um livro que ao início demonstrou forte capacidade no gênero infanto juvenil mesclando mais tarde a uma maravilhosa ficção científica e espacial, com espaçonaves, astronautas, máquinas com níveis aprimorados de inteligência e sensores desenvolvidos para detecção de anomalias dentro ou fora das espaçonaves, tudo isso acompanhado de uma aventura excitante com muitas surpresas.

Este é mais um material que faz parte do projeto OS NACIONAIS MERECEM PRESTÍGIO. Amigos leitores, sentem-se em suas cadeiras neste panorama poético e futurístico e conheçam algumas curiosidades sobre os irmãos W-Souza e suas perspectivas em relação ao cenário literário. O Marcas Literárias os recebe de braços abertos. Para ela, neste Dia Internacional das Mulheres, flores ao sentar-se na poltrona dos entrevistados, para ele um forte abraço e um convite, ''Que tal um surf no sábado?''. Ah, vocês já vão entender. Venham comigo...

Sobre ''Diário de Buca'': "A ideia questionadora veio da vontade de falar da grandeza de Deus e do universo. Se Deus criou trezentos bilhões de galáxias iguais ou maiores que a nossa, porque devemos nos achar o umbigo do universo."

Olá queridos autores, essa entrevista é muito especial para o Marcas Literárias, é uma honra recebê-los aqui, sejam bem-vindos e obrigado pela presença.

Wolnéia e Wânio: É um prazer imenso participar desta entrevista para o Marcas Literárias. Esse contato entre escritor e leitor é essencial para a literatura de uma forma geral. Nós é que agradecemos.

1) Olá querida Wolnéia, que tal começar a entrevista dizendo para o público quem é Wolnéia Souza? Como você se define?

Wolnéia: Caríssimo, antes de tudo, eu sou uma mulher preocupada com o futuro de meus filhos, até demais, por eles, trabalho muito.  Nas horas de folga, que são poucas, gosto de ficar em casa, lendo, escrevendo, vendo filmes e, muitas vezes, mexendo em detalhes na organização do lar.  Ao contrário do que possa parecer, não sou introspectiva, mas preciso ter algumas horas só para mim, isso acalma minha alma e traz equilíbrio ao meu ser.  Em se falando de predileções, a dança está entre minhas paixões, qualquer tipo de dança, gosto de dizer que sou pé de valsa, srsrs.  Posso dizer também, que sou uma pessoa tranquila, absurdamente distraída e bem-humorada. Uma de minhas maiores qualidades é ser positiva, sempre acho que tudo vai dar certo. 

2) Gostaria de saber, ainda de Wolnéia, em que situação e quando surgiu o seu interesse pela leitura e escrita? O que ou quem te inspirou/incentivou a ler e escrever?

Wolnéia: Eu tive uma professora na quarta série que era simplesmente maravilhosa e, com seu carinho e atenção, unidos à dedicação ao ensinar, me fizeram aflorar para a escrita e consequentemente, para a leitura. Base é tudo.  Depois disso nunca mais parei de ler. Tenho sempre um livro de cabeceira, e não consigo dormir sem visitar algumas páginas.  Já escrevi muito, mas nunca pensei que escreveria um livro. Imaginem a felicidade quando me dei conta do que estava acontecendo. Uma de minhas maiores paixões, servindo para divertir e encantar.  Me sinto completa.

3) Olá, amigo Wânio, agora é a sua vez... a galera quer saber como você se caracteriza? Diga-nos, quem é Wânio Souza?

Wânio: Caro Léo, eu sou um cara tranquilo, de bem com a vida e, que dá valor à família e aos bons amigos. Curto surfar e praticar trekking e, uma baladinha às vezes. Sou amante das artes e gosto de pintar e desenhar. Tenho uma filha de dez anos que é minha parceira de aventuras e que encara quase tudo comigo. Por fim, procuro aproveitar as belezas naturais de Floripa.

4) Ainda dirigindo a pergunta para Wânio, quais foram as suas maiores inspirações no mundo literário? Você é um leitor assíduo desde o tempo de infância?

Wânio: Sim, leio desde a infância, mas não o quanto gostaria, minha juventude foi do tipo aventureira e, quando se está na estrada, com uma mochila nas costas, a atenção fica mais em se virar, se é que me entende. Hoje em dia, leio, em média, um livro por semana, porque meu tempo é curto. Sobre as inspirações no mundo literário, tenho a dizer que admiro e, li muito, Machado de Assis e  Jorge Amado. Atualmente curto, Rick Vancey, Carlos Ruiz Safon, Adriana Brasil e Tays Cortez. E tenho uma admiração especial por Wolnéia Souza.

5) Esta é uma pergunta destinada aos dois, mas um de vocês pode explicar pra gente, afinal, por que decidiram escrever um livro com essa temática tão questionadora, reveladora e surpreendente? ''Diário de Busca'' demorou quanto tempo para ser escrito? 

Wânio: Diário de Busca levou quase dois anos para ser escrito. Eu escrevia cerca de uma hora por noite e levei quase oito meses para terminar o manuscrito. Depois que apresentei o enredo para a Wolnéia, ela se apaixonou pela história e ficou mais uns oitos meses trabalhando nele. Essa demora se deve ao fato de que não era para ser um livro, mas sim, uma brincadeira, uma ideia louca no papel. Entretanto, com o passar dos dias resolvemos dar-lhe um formato, e para nossa surpresa, aquela brincadeira transformou-se em um livro, e nós gostamos do resultado. A ideia questionadora veio da vontade de falar da grandeza de Deus e do universo. Se Deus criou trezentos bilhões de galáxias iguais ou maiores que a nossa, porque devemos nos achar o umbigo do universo. A intenção de mesclar ufologia à religião veio de um panfleto que recebi em um semáforo, quando morava em são Paulo. O panfleto divulgava uma nova religião, dizia que Jesus era tão carnal, quanto nós e, que suas atribuições milagrosas se deviam à ajuda de extraterrestres.  Não guardei o papel, mas lembro de ter, naquele dia, debatido muito a respeito, com meu colega de trabalho.  Foi o debate que me fez guardar na memória por tantos anos, aquela passagem. A partir dali, criei minha própria visão fictícia sobre a relação do homem com Deus.   

6) Wânio, como foi escrever ao lado de sua irmã? Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou no processo de criação junto a ela?

Wânio: Cara, escrever ao lado da Wolnéia foi só alegria, temos uma visão muito parecida sobre quase tudo. Quando entreguei o manuscrito, ela leu durante aquela noite e me ligou de manhã dizendo que a história era boa e tinha que ser publicada. Logo pensei: Poxa, quantos dias de praia vou ter que perder revisando tudo isso, colocando capítulos, modificando o que poderia ser melhorado. Como vai ser procurar uma editora, divulgar um livro. Daí tive uma ideia brilhante, pedi para ela anotar tudo que poderia ser melhorado. Depois de uma semana, reli e vi que todas as anotações faziam sentido, as ideias eram ótimas, então tive uma nova ideia. Passei o arquivo do livro para um pen-drive e, entreguei a ela. No início ela me ligava todos os dias falando das mudanças.  Até que eu disse: - Muda tudo que quiseres, depois discutiremos o que fica e o que sai.  A partir dali, acho que ela se sentiu com liberdade, e foi fundo. Tratou a obra com a atenção que se dá a um filho. Nesse quesito, acho que poderia dizer que, Diário de Busca, é mais dela, do que meu. Quanto às dificuldades, acho que só teve uma; A Wolnéia me convencer de que a história era boa e que merecia ser publicada. Até hoje, mesmo com as opiniões iniciais positivas, eu ainda tenho um pé atrás, isso não significa falta de fé. Eu também gosto muito da historia e acho que muitas pessoas irão gostar, mas trata-se de ter o pé no chão, acho que esperar pelo sucesso com humildade é fundamental em tudo que você se propõe a fazer. Não se trata de sucesso financeiro, e sim, de sucesso filosófico, de sentir pelo que você escreve a mesma admiração que as pessoas têm por sua escrita.     

7) Wolnéia, como é ver ''Diário de Busca'' sendo tão comentado de forma positiva pelo público? Você esperava que os leitores se encantassem tanto com o livro ou não? Sente que você e seu irmão conseguiram passar a mensagem que pretendiam?

Wolnéia: Sinto orgulho, sinto alegria, e sinto prazer em saber que minha paixão pela escrita está alcançando diversas pessoas, isso é maravilhoso. Acredito em Diário de Busca, desde o primeiro dia, quando li aquelas primeiras folhas. Nunca duvidei, nem por um segundo. Hoje agradeço a Deus por ter me dado a perseverança e a crença, para chegar ao fim. 

8) Nos capítulos finais do livro confesso que me imaginei ainda mais ao lado das personagens, a maneira como tudo foi narrado me trouxe à mente perfeitamente toda a cena vivida por eles. Junto às cenas, veio uma canção que gosto muito, ''The Final Countdown'' da banda de rock Europe, que faz referência direta a descobertas longínquas fora do planeta. Wolnéia, este final já havia sido planejado ou o enredo foi o que acabou levando vocês, autores, a tais circunstâncias tão fantásticas?

Wolnéia: Nós já tínhamos uma ideia para o fim, mas para chegarmos lá tínhamos um longo caminho a ser construído.  Você se apaixona por todos os personagens quando escreve um livro. Eles próprios, com suas características, erros e acertos, foram nos dando ideias e fazendo nossa imaginação fluir. Vou explicar melhor: Se você tem um personagem mais doce, porém forte, ele até pode evitar cometer atrocidades, mas quem sabe como ele se comportará na hora do aperto. O ser humano é uma incógnita pôr excelência. O enredo empurra o escritor, e isso é fantástico. Você vê um de seus personagens enrascado em uma situação e precisa salvá-lo. Ou ele se comportou de maneira pouco convencional, aí você pensa: Será que merece ser salvo? E assim vai, você até tem a ideia, mas o enredo manda muito. E quanto à música, você já imaginou como seria esse final, num filme, com trilha sonora? Eu já.


9) Wânio, o que você acha do cenário literário brasileiro atualmente? Você acha que as editoras têm sido mais compreensíveis e abraçado em maior quantidade autores iniciantes?

Wânio: Acho que a disparidade entre nacionais e estrangeiros ainda é grande, acho não, tenho certeza, é só olhar nas prateleiras das livrarias para conferir. Mas sei que isso está mudando. E como já falei em outras ocasiões, isso se deve, e muito, aos blogueiros independentes, libertos, donos de seus cantinhos, que avaliando cada livro, sem se importar com a nacionalidade, diminuem consideravelmente essa distância. Costumo dizer que, entre os talentos nossos, e de “fora”, não há tanta diferença. Há escritores estrangeiros que são verdadeiros mestres, mas isso se deve à tradição de cada país. Somos um país jovem na literatura, enquanto outros estão milênios à frente nesse quesito. Portanto, acredito, que graças aos blogueiros, em dez anos, teremos mais igualdades entre nacionais e estrangeiros nas prateleiras. Penso que, quem adquire um livro, quer ter o mesmo de quem vai ao cinema, ao teatro ou a qualquer evento pago, ou seja, um momento de lazer. Quem paga espera receber o mínimo satisfatório. Os blogueiros dão a estes leitores a possibilidade de avaliarem suas expectativas. Portanto se o livro nacional for bom, tem a mesma chance. Simples assim. As editoras já estão reconhecendo isso, e são de certa forma, incentivadas a investir naquilo que os blogueiros reconhecem como bom. Devemos entender que a literatura se faz fundamental para as mudanças na humanidade como um todo, ou seja, não podemos desvalorizar a estrangeira, apenas reconhecer que a nacionalidade é apenas um nome no livro, e que, o que realmente deve ter valor, é a mensagem que brota das páginas.     

10) Wolnéia, fale um pouco mais sobre você. O que essa catarinense, mãe de três adolescentes, costuma fazer quando não está envolvida no meio literário? Quais seus hobbies? E na cozinha, gosta de preparar pratos ou é um desastre? Gosta de política? É religiosa? Conte-nos...

Wolnéia: Eu tenho uma fé bastante forte. Minha positividade vem disso. Acredito em Deus, porém não sigo religiões. Quanto a cozinhar, sei fazer de tudo, pois cozinho desde os nove anos, mas não sou muito chegada.  Se me convidar para comer sushi, estará acertando em cheio, eu amoooo!!!! Na minha casa você sempre verá algo diferente, adoro o rústico e gosto de mudanças constantes na decoração dos ambientes e na quebra de paredes. Tintas, pregos, martelos e todo tipo de ferramentas são parte da minha vida. Moro numa casa de praia, a natureza está por todo lado. Sinto-me feliz e realizada nesse meu pequeno canto. 

11) Amigo Wânio, em sua biografia você cita a sua filha como uma jovem leitora. Qual a idade dela? Foi você quem a incentivou a ler ou ela teve esse interesse sozinha?

Wânio: A pequena Juliana mora com a mãe e, tem dez anos. Quem mais a incentivou foi a mãe, que também é leitora assídua. Mas a Juliana tem no íntimo a paixão pela leitura. Eu costumo presenteá-la com livros sempre que posso. Costumamos passar um bom tempo dentro das livrarias, ela adora ficar no espaço infantil procurando novos livros. A prateleira do quarto dela deve ter uns trinta e, ela já leu todos, mais de uma vez. Sua saga favorita é o Diário de uma garota nada popular. Recentemente ela terminou de ler Diário de Busca e me perguntou: Pai, porque vocês autores, têm a mania de deixar uma ponta solta no fim da historia? Para que nós, leitores, fiquemos na angústia de saber como tudo continua? 

12) Wolnéia, a respeito da falta de desejo dos leitores brasileiros em ler obras nacionais (que ainda tem índices altos), o que seria possível fazer para mudar um pouco essa situação? Diga para nós a sua opinião a respeito desse tema.

Wolnéia: Sem sombra de dúvidas a divulgação fará esse trabalho. Essa falta de interesse pelos nacionais, a meu ver, se caracteriza como preconceito. Vocês blogueiros são a saída para essa teimosia declarada. A internet está aí para ajudá-los nessa tarefa. Acredito que não levará muito tempo para que esse cenário mude. Temos escritores nacionais incríveis, que não deixam a desejar. Então eu penso que, se temos material de qualidade, podemos disputar de igual para igual a corrida por um lugar ao sol. Os novos escritores precisam entender que os livros não se vendem sozinhos. Sem uma boa propaganda a coisa não vai, empaca e aí não adianta reclamar.
Precisamos mostrar aos nossos conterrâneos que somos muito bons, e que nossos livros são produtos notáveis. O medo do novo engessa as pessoas, não devemos temer. A coragem é a alavanca de todo progresso. 

13) Wânio, que tal falar um pouquinho sobre o futuro? Quando pretendem publicar o próximo livro? Já tem planos para o sucessor de ''Diário de Busca''?

Wânio: Cara, quanto ao sucesso sou bem pé no chão. Se vier, devemos recebê-lo com humildade. Acho que a grande vantagem do sucesso literário é a oportunidade de continuar escrevendo. A possibilidade de forjar histórias no papel para que, momentos de lazer de outras pessoas se tornem mais agradáveis, é realmente um privilegio. Quanto a novas publicações vai depender da aceitação do público e da vontade da editora. Já temos um rascunho da continuação de Diário de Busca e um romance. Segundo minha autora, parceira e, irmã nas horas vagas, a continuação de Diário de Busca e ainda melhor. E o romance vai fazer muita gente chorar. Espero que ela esteja certa, assim como acertou ao me convencer a publicar Diário de Busca.  

14) Vocês pensam em escrever livros de maneira solo? Os dois podem responder a esta pergunta.

Wolnéia: Espero sinceramente que isso não aconteça. Nossa conexão é perfeita. 
Wânio: Bom, e claro que isso pode acontecer no futuro, afinal não sabemos o dia de amanhã, mas, pelo andar da carruagem, se isso acontecer, deve ser daqui a uns vinte anos. Espero eu, pelo menos. “Wolnéia não me abandona”.

15) Qual a sua maior decepção a respeito do mundo literário, Wolnéia?

Wolnéia: Não tenho decepções quanto a isso. Como disse sou muito positiva e isso me faz ver as coisas de maneira razoável. Desde que comecei com Diário de Busca, só tive alegrias. A Editora Chiado nos recebeu com carinho e nos possibilitou crescimento. Seu respeito pelos escritores é memorável. Estou acostumada a lutar pelas coisas que quero e que acredito, assim sendo, apenas enfrento as batalhas que a vida propõe.  E estar entrando no mundo literário, não me parece, nem de perto, com as lutas que já travei. É muito difícil eu me decepcionar, eu não sei quem, ou o quê me fez ficar assim, acho que foi a luta pela vida. E quanto ao mundo literário em geral, também não tenho o que reclamar, se estamos precisando lutar para conseguir um espaço, então só me resta arregaçar as mangas e fazer a minha parte. Reclamar atrai energias negativas, e eu procuro ajustar o positivismo aos meus anseios.

16) Recebi vários comentários que elogiaram o livro ''Diário de Busca''. Wânio, o que você acha desse novo tipo de relação que se forma atualmente entre o leitor e o autor? Através das redes sociais os laços estão se estreitando mais e mais. Até que ponto você acha que isso pode ser positivo para ambos?

Wânio: Eu só vejo pontos positivos. Para o leitor essa aproximação significa que ele se identifica com a obra ou com o próprio autor, e quer saber mais sobre ambos, estreitando ainda mais os laços. Eu também sou leitor e me identifico com vários autores. Para o autor, cada leitor interpreta a obra de forma diferente, trazendo visões distintas que são de suma importância na criação de futuros trabalhos. Como pessoa, acredito, que novos amigos, são sempre bem-vindos.  

17) Wolnéia, talvez seja cedo para fazer uma pergunta assim, mas se você tivesse que escrever agora uma biografia sua, qual seria o título? 

Wolnéia:  CÁ ESTOU. SOBREVIVI. E GOSTEI DO RESULTADO.

18) Wânio, a galera quer saber, pratica esportes? Torce pra qual time? Qual seu gênero literário preferido? Que tal também, deixar uma frase sua para o Brasil atual?

Wânio: Sim, pratico surf nos fins de semana e estou iniciando no kitsurf. E quando tenho mais dias livres, pratico trekking. Sou torcedor do Figueirense e já fui muito ao estádio. Nos dias atuais, devido a correria do dia a dia, estou acompanhando meu time apenas pela televisão. Já tive alguns gêneros favoritos, mas no momento estou propício a distopias. 
“O BRASIL DEVE EXPLORAR SEUS PONTOS POSITIVOS, PORQUE
OS NEGATIVOS JÁ FORAM EXPLORADOS DEMAIS!!!”

19) Gostaria que Wolnéia definisse o livro ''Diário de Busca'' com apenas três palavras e justificasse cada uma delas. 

Wolnéia: HUMANO: Uma história que consegue juntar variados sentimentos, desnudando em diversos momentos as variáveis da psique humana. 
POÉTICO: A leveza na construção das frases, suaviza a leitura.  
INSTIGADOR: Angelical no começo, aventureiro no meio, e surpreendente no final.  Provocando diferentes sentimentos em quem lê.

20) Wânio, deixe uma mensagem de incentivo para os iniciantes que certamente tomam essa entrevista como fonte de ajuda.

Wânio: Tenho dois conselhos: 
Primeiro: pesquise, pesquise sobre gêneros, características de personagens, ambientes, lugares e emoções, pesquise sobre o mercado literário nacional e internacional, sobre divulgação e marketing literário, sobre linguagem gramatical e, sobre a trajetória dos grandes autores da literatura mundial. Pesquise sobre as dificuldades de ter seu livro publicado por uma editora. Pesquise, pesquise e pesquise. Além de ter uma boa história, você deve conhecer a fundo o ambiente que gravita em torno do que você vai encontrar. Com certeza em suas pesquisas você vai descobrir que não é nada fácil escrever e publicar um livro. Porque tudo vai muito além do que se coloca no papel. Vai descobrir que, muitas editoras, analisam milhares de livros por ano e só publicam alguns, vai descobrir que existe preconceito com novos autores e autores nacionais. O inicio vai ser realmente difícil, mas, NÂO DESANIME. Lembre-se que em suas pesquisas você vai descobrir que, JK Rowling, autora de Hery Potter, é hoje a escritora mais bem paga do planeta. Ela era solteira, desempregada e vivia com ajuda de um salário social do governo antes de criar a famosa saga do bruxinho que encantou milhares pelo mundo. Lembre-se que, em suas pesquisas, vai descobrir que Paulo Coelho pediu à editora que retirasse seu primeiro livro do mercado por achar que era ruim. O mesmo Paulo Coelho que escreveu O Alquimista, livro mais traduzido da história, e que, é hoje, o escritor Brasileiro mais conhecido mundialmente.  
Segundo: Saiba que, quando você assiste a um filme, emite sua opinião. Quando assiste a um jogo de futebol, a atitude se repete. As pessoas vão ler seu livro e farão o mesmo. “Como se o aconselhassem”. Valorize as pessoas que, de forma sincera, apontam onde sua obra pode ser melhorada. Lembre-se que os mais renomados acadêmicos da literatura mundial acreditam que o melhor livro, ainda não foi escrito, E ESTE PODE SER O SEU!!!. 

21) Querida Wolnéia, a turma do Marcas Literárias deseja uma mensagem sua. Pode ser sobre o que você quiser, fique à vontade.

Wolnéia:  O trabalho enobrece. Eu aprendi na vida, que tudo que é conquistado com trabalho têm mais sabor.  Aprendi que, ser você mesmo é o melhor presente que dá a si. Aprendi que o efêmero é parte da vida de muitos, mas não precisa ser da sua. Não se importe com o que os outros pensam, isso não interessa, descarte. O importante é você, saber quem é.  Respeite o direito das pessoas, entenda que todos são diferentes, e que isso é essencial para a diversidade das coisas, para o colorido da vida. E por último, saiba que, se você cair hoje, não acabou, sempre haverá um amanhã, esperando que levante. Tenha Fé, ela fortifica e acalma, ampara, e o empurra para o próximo passo. Seja feliz.

22) Meus queridos amigos autores Wolnéia e Wânio, foi uma grande honra entrevistá-los. Desejo muito sucesso e prestígio. Admiro o trabalho de vocês e já sou um grande fã. Espero ansiosamente novos livros com mensagens tão importantes e histórias surpreendentes. Agradeço por aceitarem o convite, a simpatia de vocês é contagiante. Muito Obrigado.

Wolnéia e Wânio: Nós é que agradecemos. Responder suas perguntas, nos foi bastante gratificante. Desejamos todo sucesso a você e seu blog. Esperamos ter, um dia, a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Obrigado!! 

UAU!!! Que entrevista!!! Eu adorei conhecer um pouquinho mais sobre esses autores maravilhosos. Parabéns a vocês, autores, pelas respostas tão bem ditadas. Vocês são inteligentes, talentosos e  acima de tudo, humanos demais. Isto é grandioso. Obrigado mais uma vez, essa entrevista foi um aprendizado. Abraços e quando desejarem, o blog estará sempre a disposição.

E vocês, amigos do blog, o que acharam desses autores? Deixem seus comentários. Sou fã dos dois e sempre vou prestigiar o trabalho de ambos. Estou na espera por mais livros inteligentes como ''Diário de Busca''. Falando no livro, para adquirirem, os links seguem abaixo, assim como a página dos autores no Facebook.





Um abraço a todos vocês e até a próxima.

Valeu!!!



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6 comentários:

  1. Excelente entrevista perguntas muito bem elaboradas. Parabéns aos irmãos pela obra. Abraço.

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  2. Valeu Luciano, obrigado pelo comentário.
    Abraço.

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  3. Parabéns pela entrevista. Você fez perguntas bem interessantes. A resposta dos irmãos foram excelentes. Muito bom!!!
    Abraços, Léozinho!!!!

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  4. Que entrevista bacana, nos incentivando a acreditar sempre. Prazer conhecê-los irmãos W Souza. Quanto ao Marcas Literária está de parabéns, fazendo a diferença sempre!👏📚

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  5. Obrigado Geane.

    Que bom que gostou dos irmãos Souza, são pessoas queridas demais.

    Beijos!!!

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