quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Desvende ''O Segredo das Runas'' e sinta-se parte da história de Caio Rodrigues Alves

Olá meus amigos, estão preparados para uma aventura? Que tal se desta vez o destino nos levasse ao universo nórdico acompanhados de uma valquíria que, em sua jornada, tenta desvendar seu próprio passado e compreender o poder do grande deus Odin para conseguir escapar do Ragnarok? Assim como em tudo na vida real, as runas evidenciadas nessa história guardam um segredo e a corajosa valquíria apresentada ao leitor precisa tomar uma decisão. Componentes tão conhecidos como as guerras, o poder, o declínio, o objetivo e a perdição, estão presentes neste enredo impressionante. ''Estou por toda parte, tanto podendo ser tudo, quanto podendo ser nada. Se me percorres, sou o aprendizado e a solidão, se me vives, sou a razão ou o sentimento, e se me almejas, sou a incerteza e o inevitável''. Sejam bem-vindos, os convido a conhecerem ''O Segredo das Runas - A Escolha de Uma Valquíria'' obra do autor parceiro Caio Rodrigues Alves.


Título: O Segredo das Runas
Subtítulo: A Escolha de Uma Valquíria
Autor: Caio Rodrigues Alves
Publicação: 2015
Editora: Chiado
Gênero: Fantasia
Páginas: 422



Sinopse: Meu espírito ansiava por respostas veladas pelas imponentes muralhas do Valhalla..., Mas somente encontrei mortes justificadas por nomes sagrados. Se meu único caminho é apenas sangue a ser derramado... Então eu mesma farei este julgamento. Mundos distantes podem ser reflexos de uma única realidade. As areias escorrem na ampulheta do tempo para que a médica Sophie Campbell impeça sua irmã de se lançar numa arriscada empreitada militar e para que Arthenis alcance sua salvação na fatídica batalha do Ragnarok.

Sobre o autor: Caio Rodrigues Alves, nascido em janeiro de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Devido a complicações de saúde na infância, seu envolvimento com a literatura se desenvolveu precocemente, tornando-se não apenas seu refúgio como seu conforto e sua inspiração para os desafios cotidianos. Aos 15 anos, já saudável, porém com uma permanente lesão visual, enquanto cursava sua escola técnica, iniciou seu hobby, que logo se transformaria no ofício de escrever. Neste mesmo período concluiu seu primeiro romance, mas que jamais passaria de, por vontade pessoal, uma mera distração adolescente. Seguiu uma carreira profissional não artística, se graduando em Administração aos 21 anos, por onde teve seu primeiro artigo científico publicado. Sua especialização jamais interferiu em sua arte, a qual sempre exerceu através de poesias e contos. Atualmente atua como empreendedor, empresário e escritor romancista.




Pra começar este artigo relacionado ao livro do querido autor Caio Rodrigues Alves, é necessário passar a definição de alguns itens importantes para que o processo de análise seja entendido com mais clareza.

  • Mitologia nórdica: (Era dos vikings), coleção de crenças e conjunto de lendas pré-cristãs dos povos do Norte europeu;
  • Odin: Principal deus da mitologia nórdica, deus da sabedoria, da guerra e da morte;
  • Ragnarok: Apocalipse da era nórdica;
  • Runas: Antiga forma de escrita da Europa do Norte que serve como alfabeto e simbologia;
  • Midgard: Mundo dos homens;
  • Valquírias: mensageiras do deus Odin. Têm a missão de escolher e recolher ao castelo Valhalla, os heróis que morreriam na batalha do Ragnarok.

A aventura fantástica tem o foco de alcance na mitologia nórdica. Odin, enviado do deus da Guerra é parte essencial do Ragnarok. Nesta história das ''Runas'' escrita pelo autor Caio Rodrigues Alves, a valquíria Arthenis enuncia muito mais do que a sua missão de escolher e recolher os heróis que morreriam na batalha do Ragnarok. A personagem exterioriza durante a sua jornada, um misto complexo de humanismo e conhecimento em meio a um grande cerne de guerra, segredos e ódio. Sophie, integrante de Midgard que se lança no universo fantástico em busca de respostas tão conexas quanto as de Arthenis, também participa efetivamente da pujante aventura. Nesta congênere natureza, ambas, mesmo em lados e tempos opostos, observam que apesar da distância entre os paralelos a realidade sempre será a mesma.

Neste ano, particularmente, li algumas obras relacionadas a mitologia nórdica, todas elas muito bem contadas por seus autores. Em ''O Segredo das Runas'' novamente adentrei a este universo mágico repleto de ícones peculiares com suas importâncias, tanto dentro do eixo histórico quanto no núcleo de enredo construído pelo autor. É um envolvimento contínuo. A energia que esse conjunto de crença remete sobre o mundo atual é sensata. O equilíbrio consequente às ações de alguns dos guerreiros é percebido e entendido tão logo o leitor adentra com profundidade em suas missões. Todo o processo anfêmero dos vikings, o comportamento de Odin – mestre das runas secretas –, e o Ragnarok do século VII, são expostos de uma forma muito expressiva, envolvente e preceptoral. É claro que, sem dúvidas, não se pode deixar de destacar toda a evolução que o autor exibe na obra. A excelente escrita – de modelo histórico em muitos momentos – dá ao livro o seu ar pedagógico literário.

Capa do livro ''O Segredo das Runas - A Escolha de Uma Valquíria'',
autor Caio Rodrigues Alves, publicação Chiado Editora.

O autor sabe explorar muito bem os elementos que utiliza em sua história. Os personagens apresentam uma sensibilidade maravilhosa, assim como a narrativa, que se mantêm impressionável por todo o período. O leitor tem a convicção de estar acompanhado de pessoas reais, que erram, acertam e agem tão naturalmente quanto qualquer um de nós. A narrativa é sempre feita em 1ª pessoa e em vários momentos é alternada entre o mundo fantástico da era de Asgard e o mundo real – mais precisamente o ano de 2003 – momentos em que a simpática, porém insegura personagem Sophia Campbell, jovem médica, narra os seus instantes. O leitor percebe que assim como a personagem, acaba também se apegando ao livro. ''O Segredo das Runas'' é uma considerável alta para a literatura fantástica nacional, visto que Caio Rodrigues Alves, com simplicidade e precisão, demonstra técnica e talento ao indicar de maneira verossímil ferramentas necessárias para as escolhas da vida. Enganam-se aqueles que pensam que a leitura é fadigante e que a história é apenas mais uma recorrência que retrata o Ragnarok e as batalhas entre os povos nórdicos. Assim como nos revela a premissa, duas histórias são contadas no livro alternadamente, e elas se correspondem imediatamente, fazendo a perfeita comparação das realidades simbolizadas. É muito interessante e diferente a maneira com que o autor coordena a progressão de seu enredo ao ponto em que, de um lado, uma realidade mundial da atualidade – o atentado de 11 de setembro aos Estados Unidos – destrincha consequências despropositadas e radia a debilidade quanto aos interesses e glorificação de valores nacionais, de outro, o crepúsculo dos deuses desenreda em Arthenis dúvidas desregradas sobre diversas questões sociais de sua era.

''Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o clima ferve nas ruas da América e os quartéis se preparam para uma guerra eminente. O governo propaga um clima de terrorismo e insegurança na mente dos civis, que cobram uma ação militar em resposta. E, caso isso ocorra, minha irmã estará numa esquadra a caminho de Bagdá.''

Muitos pontos importantes são enxergados na obra de Caio Rodrigues Alves, a exemplo da natureza humana que, em sua formação, aprende a ter a ganância pelo poder mesmo que para isso seja necessário constituir guerras e acarretar mortes; a filosofia e conduta dos povos; as lendas que utilizam em suas terras para construir o equilíbrio entre o medo e a glória; os deuses e seus poderes, usados sempre como o ponto culminante entre tudo e todos. O uso inteligente das valquírias no enredo, interfere diretamente no modo de pensar do leitor, que tão logo se pega imaginando a importância da figura feminina em meio as grandes batalhas – históricas ou não. Percebe-se também que fica muito bem apresentado o oportunismo das grandes nações em relação a formação dos conflitos.

''Tudo me soava como oportunismo e demagogia, uma desculpa perfeita para saciar a sede de sangue das insdústrias bélicas e os diversos outros focos escusos do governo. Afinal, que terrorismo era esse que eles querem tanto combater? Seria somente a ALCAIDA? Seria necessária uma invasão de nosso exército em solo estrangeiro para isto? A CIA, mesmo sendo  um dos maiores centros de inteligência do mundo, era incapaz de achar criminosos árabes? Não, não... Não era esse terrorismo que eles queriam combater. Eles queriam combater o medo do próprio terror que eles criaram, a constante sensação de ameaça e insegurança... Algo invisível, intangível e imaginário.''

A aparição do jovem Lif, personagem de 10 anos, órfão, faz o autor persuadir diretamente com a valquíria Arthenis, deixando-a mais humana ao extrapolar sentimentos de admiração a cada instante de convivência com o menino. O humanismo entra em jogo e a personagem supera sua capacidade de transformação da realidade natural e social. Modelos eficientes de formação são observados imediatamente: a busca por um objetivo e equilíbrio, o comprometimento, a precisão, o aperfeiçoamento e a demonstração de valores emotivos.


''Necessito entender minhas lembranças! Necessito saber como escapar do Ragnarok! E necessito ter acesso à origem do poder de Odin para conseguir realizar tal fuga do Ragnarok [...] Lif! O tornaste a criança escolhida, ao dar-lhe um toque de amor, protegendo-o da morte certa. E apenas um filho e uma filha de Midgard, que souberam o sentido de amar, sobreviverão ao crepúsculo dos deuses e construirão um novo mundo. Sua decisão e importante, valquíria Mestiça. Afetará não apenas o curso da nossa era, como a vida de outros, em outros mundos tempos e dimensões [...]''

O sentido para a escolha do título já é bem aclarada pelo autor em meados do enredo. Esse significado impressiona, é fascinante. O enredo é muito bem explicado e coerente, detalhado e preciso.

''Estas runas são muito especiais, pois, ao contrário das demais, não contava sobre algum dos principais deuses nórdicos como Thor, Odin ou Loki... Elas descreviam com precisões impressionantes, a vida de uma valquíria, uma figura emblemática, mas pouco citada em outras aventuras. E a perspectiva de uma mulher sobre todo o universo a sua volta foi uma descoberta interessantíssima!''

Assim como muitas vezes mencionado em obras que entrajam a mitologia nórdica, os argumentos persuasivos que embatem as forças da natureza contra as forças brutas do homem se fazem presente em ''O Segredo das Runas''. Esta roupagem estrutural do enredo torna a leitura muito eficaz e progressiva. Muitas reflexões acerca das próprias dúvidas da humanidade preenchem a obra. Cada um tem uma função na sociedade e uma filosofia para a sua vida. Os personagens secundários, participativos e vultosos, afirmam o valor da beleza de enredo, que fascina demais. É válido ressaltar que a escrita é rica, receptiva e acurada e que, com uma conclusão brilhante, o autor assevera que somos na verdade o resultante relativo das rivalidades e decisões dos antecedentes, sejam do mundo real ou fantástico. O equilíbrio entre essas realidades só existe quando equiparadas lado a lado afim de gerar mudanças satisfatórias. Uma das mensagens que mais impressionam em ''O Segredo das Runas'' é aquela que retrata a verdadeira face da raça humana: o mundo precisa de mais amor!


''Há muito, o mundo dos homens se encontrava corrompido e infestado de maldade. Uma vasta de miseráveis sendo escravizada ou explorada de alguma forma por um pequeno grupo de arrogantes nobres.''

Diagramação do livro

O autor apresenta uma obra muito gostosa de se ler. O aprendizado com as duas histórias simultâneas envolvidas no mesmo eixo, estabelece a conexão do leitor com o mundo que o cerca. Ao término, respostas para muitos questionamentos aparecem e a certeza de uma consciência mais talhada envolve aquele que lê. Caio Rodrigues Alves detalha as runas e o significado dos nomes dos personagens nas últimas páginas do livro para matar a curiosidade do leitor. A revisão da obra está caprichada, não encontrei pontos que prejudiquem a leitura, mas sobre a capa, poderia ter sido mais bem trabalhada. Entretanto, certamente é mais uma obra merecedora de cinco estrelas e muitos créditos que TEM A MINHA INDICAÇÃO. 


Livro fascinante.



''Sabe Arthenis... Eu estou imaginando um maravilhoso mundo novo... Um mundo sem muitos deuses... Talvez apenas um representando as melhores características dos homens... No qual possam depositar seus melhores sentimentos e usá-los como conforto em momentos de aflição. E, quem sabe, através dele, passem filosofias de amor e paz... Onde o sacrifício apenas seja em prol do amor... Onde haja uma vida eterna em que possam continuar ao lado das pessoas que amam...''


Até a próxima apresentação!

Abraços, valeu!


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10 comentários:


  1. Parabéns Leonardo! A resenha está incrível, a sua capacidade de decifrar o enredo de um livro é impressionante. Parabenizo o autor pela obra, me parece ser muito bem construída. Certeza de que esse opúsculo é mais uma fantasia grandiosa, que enriquece por demais a literatura brasileira. Forte abraço!

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    1. Obrigado pela visita e elogio ao artigo. É importante saber que alguém está acompanhando as indicações do blog.

      Abraços.

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  2. Gosto dessa forma de definir os termos, isso facilita o entendimento. Confesso que apesar de alguns não gostarem da capa, eu curtir e achei linda aos meus olhos, e a estória é fascinante. Gosto demais de mitologia, na verdade o mito era o meio pelo qual se explicava a origem das coisas, pois o homem não dava conta de explicar tanta complexidade.
    Bela apresentação. Parabéns!

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    1. Obrigado Geh, fico feliz por seu comentário e visita, mesmo que essa não seja mais tão frequente como antes, ainda sim é bom te ver por aqui.

      Beijos.

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  3. O livro parece ser muito interessante realidade com fantasia fiquei super curiosa. Parabéns pela resenha adorei. Beijos!!!

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    1. Oi Luh, que alegria te ver por aqui. Sei que você é uma leitora muito assídua e adora conhecer novas histórias,tenho certeza que está vai te surpreender também.

      Um beijao pra vice, minha querida 😘

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  4. Gostei.Parece ser uma aventura e tanto ahahahahaha gostaria de embarcar em loucuras assim :)


    beeijão :)
    http://www.carolhermanas.com.br/

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    1. Oi Carol, também fico me imaginando em histórias desse tipo, seria tão incrível, não é?

      Muito grato por tua visita.

      Volte sempre.

      Beijos.

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  5. Olá!
    Já li algumas resenhas desse livro e tenho muita vontade de conhecer a obra.
    Nunca li nada relacionado a mitologia nórdica, mas acho a premissa desse livro bem bacana, ainda mais pelo fato de muitos leitores dizerem que o enredo é bem trabalhado.A capa também é muito bonita.

    Abraço!
    http://tudoonlinevirtual.blogspot.com.br/

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    1. Oi Savio, tudo bem?

      Bacana tá demais receber tua visita por aqui e saber a tua opinião sobre o livro do talentoso Caio Rodrigues. Quando ler entenderá o motivo de tantos elogios da galera dos blogs.

      Um abraço pra você, valeu.

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd