segunda-feira, 10 de outubro de 2016

''Meu Eu Poético'', as poesias contemporâneas do jovem poeta Daniel Jonathas

Poesia: composição poética de pequena extensão; o que desperta emoção, enlevo, sentimento de beleza. Um exemplo? A vida. A vida é uma verdadeira e infinita poesia. Na paixão, na filosofia, nas qualidades, condições e conjunto de atitudes, comportamentos e sentimentos... lá ela estará. A poesia define o ser. A apresentação de ''Meu Eu Poético'', composições extremamentes tocantes de Daniel Jonathas, traz muito além do que a definição da palavra por si só já revela. As poesias ultrapassam o ser, tocam a alma e preenchem o universo de quem lê. De modo simples, o destemido poeta arranca de si um conjunto variado de sentimentos e os doa para o leitor compartilhando átimos que parecem se fundir. As poesias compõem uma obra de faces multiformes que, além da ideologia filosófica, visa adentrar as reflexões do leitor, o tornando parte das composições. A proposta do poeta autor é benéfica e apresenta características progressistas. A poesia só é bela quando sentida por aquele que a lê e, diante desta curta e direta realidade, percebe-se o valor das autorias deste jovem poeta. 

"O que dizer sobre a poesia!?
Ela não fala, se admira!
Através do texto que se recita;
Pelo belo que se avista;
A inspiração: como tesura; 
Poder de: se expressar.
Perdoar sentindo dor;
Amar querendo morrer;
Abrir os olhos agradecendo o permanecer."


Título: Meu Eu Poético
Autor: Daniel Jonathas
Publicação: -
Editora: -
Gênero: Poesia
Páginas: -

(O livro ainda está em processo de criação)


Introdução: O objetivo deste trabalho é: fazer com que você procure em si, suas capacidades, talentos, e, dons; Quando encontrar sua vida terá mais sentido; Irá enxergar que nasceu para fazer aquilo e pode viver pra isso. E, ver que não é preciso se perder para se encontrar! Ouse acreditar, buscar e sonhar. O contúdo desta obra lhe trará ideologia filosófica e prática; Desde a simples até a profunda; Conhecimento variado; Arte da reflexão; Artes visuais, incorporando o espirito do conteúdo e te trazendo para dentro do ocorrido. Poesia, poema, frases e conceitos de um módo ainda nunca antes visto.

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Fracionando sua obra em partes que retratam universos distintos mas que sempre acabam se completando — paixão, filosofia, egocentrismo, fragilidade e loucura —, o jovem poeta se retrata abertamente por diversas vezes, condicionando suas certezas e desilusões à desconhecida imagem feminina, que no todo se torna o alvo de suas palavras. Os poemas fluem em conotações filosóficas que idealizam a estruturação da obra, a deixando em um estilo um tanto diferenciado de outras composições poéticas já lidas. É possível, em alguns trechos, relembrar velhos nomes da filosofia mundial, enquanto Daniel Jonathas expressa seus sentimentos. O preâmbulo já indica ideias não convencionais, e decerto a escrita eufônica, instrutiva e pragmática caminha junta e proporcional aos pensamentos do poeta, que traça uma linha consciente para revelar, às vezes, o que é inconsciente. O raciocínio lógico diante às situações nem sempre existe mas esta ausência traz autenticidade, tanto para a obra quanto para o ser que compõe, como acontece nas velhas situações da filosofia, onde é possível observar em citações do tipo ''Ser ou não ser? Eis a questão'', a dúvida do próprio 'eu interior'. 

O talento do autor é notável. Sua ousadia em inovar traços poéticos é observada também ao expressar com trepidez resquícios da definição do amor. Muitos se arriscam pela perfeita retratação desse sentimento. Apesar de a poesia existir em todos, mesmo que em parcelas pequenas, nem todos conseguem extraí-la da melhor forma possível. É preciso sentir, vivenciar, observar, e isso o jovem poeta consegue transmitir em suas poesias. Ele não caminha por caminhos que se seguem às críticas sociais, prefere apontar os transtornos pessoais de cada individualidade, assim, o modelo base de uma poesia é diretamente exteriorizado. Encontros, desencontros, erros, acertos, perplexidade e falta de determinação no amor são asserções reincidentes em ''Meu Eu Poético''. 

''Amar é um paradigma instigado, que me deixa de lado, perplexo e calado: desejando ser amado!
É incrível, como as pessoas são corajosas;
Mas, quando se trata de amor, tão ociosas;
Comece a arriscar;
Jamais saberá como seria, caso não se tornar filho da ousadia.
Às vezes precisamos de adrenalina;
Uma real fantasia, trazida pela atitude, e anomalia...''

Achei interessante a abordagem de variados temas com o ar subjetivo direto que espelha boas sensações. Certamente estas composições de Daniel Jonathas, se bem lapidadas e ainda melhor trabalhadas, poderão ser partículas ínclitas da literatura poética brasileira. Os jovens num geral, embora não se atentem ao gênero, carregam a essência perfeita do lirismo em seus 'eus' e conseguem arrebatar melhores e piores sensações quando tocados pela emoção que as poesias carregam. O autor usa elementos contemporâneos que dão fascínio às suas apresentações, conseguindo provocar impermanentes silogismos no leitor.

''O garoto que vocês conheceram permanece vivo em algum lugar dentro de mim!
Adormecido para a paixão e repousando sobre o desejo do coração, que decidiu se proteger.
Talvez no futuro, torne a acreditar no amor;
O apaixonado se cansou de se aventurar e criar histórias pois algumas não se escrevem só...''

Nota-se a a voracidade nos vocábulos, o desespero no olhar, a inevitabilidade em se fazer notado, a busca por algo que talvez nem o próprio poeta possa precisamente responder o que seja. O mesmo passeia ainda entre as malícias da vida, contribuindo com um leve frenesi pra alma, que extasia-se mesmo na falta de estímulo.

''Um anjo se perverteu, inverteu os valores e se perdeu; 
Pois era constituído de moralidade, nos seus olhos não havia maldade! 
O corpo no pecado estava;
Os pés, o inferno tocavam; 
Mas, a mente em paz ficava, pois pensava no que era do alto...''

A parte de ''Meu eu Poético'' — sejam os poemas ou frases e conceitos — referente ao psicológico humano é a que mais causa reflexões no leitor. A natureza interior e exterior tem uma representação muito extensa da realidade. O ato criativo do poeta forma o seu próprio eu poético que anuncia enfoques diferentes nas expressões. Chega, em certos momentos, ser mesmo revelador e até a unir, interior do narrador ao exterior do leitor. Mas, diferente do que alguns imaginem, Daniel não se expande aos poemas dramáticos e narrativos, contorna apenas o foco em seus líricos versos intensos e, às vezes, tensos. Certamente é mais um novo talento que tende a crescer no cenário literário. A confiança em si próprio e o empenho em querer aprimorar-se cada vez mais se faz necessário mas a capacidade já é existente. Parabéns ao querido Daniel Jonathas, três estrelas para o conteúdo de ''Meu Eu Poético''.

 ''Imagine: Grito extenso e alto;
 Olhares sem foco; 
 E, risos medonhos!
 Delirando de alegria e de tanto se resguardar! 
Isso é o que a dentro de mim, libertar é confrontar para que esse não seja meu fim.''

Os poemas são bons. O autor tem talento. 

(Publicado por Léo Otaciano através do aplicativo blogger para smartphones)

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4 comentários:


  1. Para os que me conhecem um pouco, eu sempre digo que particularmente gosto por demais, de ler livros com essa temática, poemas e ou poesias, e esse me parece muito bom. É lástimável ver que em geral, as pessoas não deem o devido valor para livros desse gênero, de qualquer maneira gostei muito da resenha e, desejo muito sucesso ao autor nessa árdua jornada literária. Forte abraço!

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  2. Verdade Luciano, a poesia não tem o devido valor que merece aqui em nosso território, mas pessoas como nós, assim como outros poucos, sabemos dar valor a isso. Dessa forma, agradeço por vir prestigiar esse jovem poeta que precisa ser visto pelos demais.

    Valeu!!!

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